domingo, 20 de novembro de 2016

Aquela saudade que ainda insiste em doer

Cabeça com milhares de pensamentos e mais um emaranhado de sentimentos que não são bons... Aquele filho da mãe do L não me sai da cabeça por um minuto sequer. Talvez isso seja meu martírio, pagamento de pecados, chego às vezes até pensar que tenho que passar por isso tendo em vista todo o sofrimento que causei a F quando a abandonei para ir embora do país, ou talvez seja apenas uma maré de azar mesmo, neste caso esta mais para um tsunami do que para maré.
Amar dói, dói muito quando não se é correspondido, dói mais ainda quando se perde quem verdadeiramente amamos, ambos se perdem em suas essências, personalidades, o coração toma rumos diferentes e duas vidas que seriam para sempre se dispersam e se tornam almas separadas, muitas vezes deixando apenas a dor, saudade, culpa, ódio, apego, angustia, aperto no coração e por ai vai... Tá legal, eu sei que sou dramático, acho que isso é o mal de todos do signo de leão, o L reclamava dos meus dramas até quando eu não estava sendo dramático. Havia horas que chegava a me irritar este comentário, mas sempre relevava, ou tentava pelo menos, acho que poderia trabalhar em uma novela mexicana. Entretanto, nem todos os meus dramas eram de fato dramas, aos olhos dele eram sim, mas pra mim não eram, pois eu apenas demonstrava exatamente o que sentia e do modo como sentia, o que traz à tona outro “problema” meu, a intensidade, sou intenso em tudo, não consigo e nunca consegui ser meio termo, é sim ou não, vai ou não vai, quando estou alegre ou feliz eu realmente estou muito alegre e feliz, mas o foda é quando acontece o contrário, se eu estou mal, eu realmente estarei mal e isso ira me afetar em todos os sentidos, o que acaba me afetando negativamente. Nessas horas eu gostaria de ser que nem o L, ele é “frio”, consegue transmitir alegria e confiança as pessoas ao seu redor, mostrando que tudo esta perfeitamente bem mesmo quando tudo de errado aconteceu com ele e ele esta extremamente puto ou magoado com algo, uma mascara, eu não tenho mascaras, quando eu não gosto de algo ou gosto, fica muito visível na minha cara.

Hoje pra variar é mais um daqueles dias em que a bad bate forte, estou no trabalho em pleno domingo, não entra ninguém, sei que ele não dormiu em casa mais uma vez, uma parte minha sempre pensa que ele apenas saiu com amigos, mas outra parte já pensa que ele esta com outra pessoa, que já conseguiu esquecer de mim e que eu realmente fui descartado com um papel no cesto de lixo, sei que já não represento mais nada na vida dele, mas sei lá né, na fila dos trouxas eu com certeza passei pelo menos um milhão de vezes, mesmo hoje, após um ano e sete meses após o termino, meu coração ainda sangra dolorosamente por ele, pela perda, pelo amor jogado no lixo. Pode parecer maldade, mas juro que tudo o que mais queria é que ele pudesse sentir a dor que sinto, que pudesse sentir a falta que sinto, e acima de tudo, o amor que sinto. Não sei se isso de fato ira acontecer, na realidade não tenho certeza de mais nada na minha vida, todavia, acredito fortemente na lei do retorno, e sei que ele ainda vai pagar muito caro por tudo o que me fez passar de um jeito ou de outro. Isso também me causa dor, pois ao mesmo tempo em que quero que ele sofra, eu também não quero que ele sofra. Ai sei lá! Gente, o amor deixa a gente desnorteado de tudo, totalmente fora de si. Desejaria nunca ter amado, seria tudo tão mais fácil. GOSH! Why does it hurt so much???

Ontem à noite eu falei com minha prima J, e ela me disse algo que mexeu comigo, havia um tempo que não nos falávamos e ela disse que as últimas vezes que ela me viu a deixou muito chateada pelo estado que me encontrava, algumas vezes ela me encontrou bêbado na porta de casa fumando, outras vezes apenas quieto no meu canto, sem querer muito papo, fechado, algumas vezes entrava em casa me pegava aos prantos em um ato de flagra, e ela disse pra eu reagir, eu nunca fui essa pessoa, sempre fui muito alegre, extrovertido, alto astral, com uma ótima autoestima e onde foi parar isso tudo agora? Preciso retomar as minhas origens eu sei disso, mas juro que estou tentando há 1 ano e 7 meses. Minha alegria de viver morreu desde o dia 15/07/2015, passei por tratamentos psiquiátricos, psicológicos, tomei remédios controlados, já até tentei me matar. Me seguro muito em diversos momentos para não chorar! O que minha prima disse foi para eu acordar pra vida, não só ela, amigos, amigas, familiares, minha psicóloga, que a proposito queria dar uns tabefes no L.

Gente às vezes eu acho que não é amor isso, é doença, só pode, outro dia mesmo estava aqui no trabalho e atendi um hospede com o mesmo nome do meu ex, e o pior é que eles até possuíam semelhanças, terminei o atendimento e sai correndo para o banheiro para chorar, ainda me dói muito à perda dele, ele ainda é muito presente em minha vida e só eu e Deus sabemos o quanto ele me faz falta e toda a dor que sinto.

Isso não é normal, não pode ser normal, porra a dor de perder ele é maior do que a que senti quando eu perdi minha mãe, mano eu paro e penso na gravidade e no peso que tem essas palavras, e tenho ciência do peso sim, realmente doeu muito mais perdê-lo do que perder minha mãe. As vezes eu me sinto bem, mas vira e mexe e ele vem a mente merda tudo... Pior de tudo, ele esta com meu bilhete único, e vou ter que ligar pra ele hoje pra pedir de volta pois eu estou precisando. Já esta doendo antes mesmo de eu falar com ele, não sei como vai ser, meu coração esta na mão, vou ter que vê-lo novamente, deixei meu carro perto da casa dele no Artur Alvim, Senhor, eu ainda nem liguei pra ele pra combinar de ir lá. Vou ligar agora, vamos lá Well, coragem... 

Liguei, puta merda, ai meu coração quase saiu pulando pelo hall do hotel, ai que vontade de chorar... Senhor ajuda ai... liguei do telefone do hotel, ele me atendeu

L – Alô?
W – oi! Posso passar na sua casa mais tarde pra pegar o bilhete?
L – Pode.
W – Vou chegar lá por volta da meia noite e meia ok?
L – Ok, sem problemas
W – Então até mais tarde.
L – Até, bjs, tchau.

W – Tchau... Desligo o telefone com os olhos cheios de lagrimas. 

Parece que eu simplesmente não represento mais nada, onde tá todo aquele amor? Meu Deus, custo a acreditar que ele tenha me amado e que esse amor simplesmente  morreu, o meu ainda continua aqui, vivo e pulsando pela atenção e arrependimento dele, pulando cada vez que lembro dele, torcendo pra que venhamos nos acertar, mas em contrapartida o cérebro joga na cara pra acordar e esquecer ele de vez...  Tá uma briga intensa entre o bem e o mau dentro de mim, a razão e a emoção tão tretando há tempos... 

 Vamos lá, estou a caminho de sua casa, como previsto, nosso papo e nossa ligação não deu em nada, eu até falei pra ele que eu estava indo embora e não causou nenhum efeito nele, pra ele foi um simples foda-se, se arrependimento matasse, na estaria mortinho da Silva, eu não deveria ter dito nada, apenas indo embora e quando ele  caísse na real eu já estaria longe, mas esse dia tá bem perto de chegar... 

sábado, 19 de novembro de 2016

Saindo do Armário - O início

Bem lá no inicio da minha pivetisse, me lembro de que lá em meados de 1995, eu com meus 6 ou 7 anos de idade (olha eu entregando a idade kkkk), indo para meu primeiro dia de aula, recordo também da minha primeira professora, Sueli (uma das melhores professoras que tive), e consequentemente, conheci minha primeira paixonite de infância, a filha dela, Adriana, branquinha, de olhos esverdeados, boca bem vermelha, lembro que fiquei encantado com a beleza daquela pessoa, eu namorava ela, sabe, aqueles namoros de antigamente que só a gente sabe mas a pessoa não (que foi? no passado era assim tá), eu morria de vergonha dela, mas não conseguia parar de olhar pra ela todas as vezes em que ela passava por mim. Enfim, esse romance infantil nunca vingou, pois exatamente nesta mesma época me encontrei em conflito comigo mesmo, por quê? Por causa do André, um menino loiro, de olhos azuis, cabelos lisos tipo tigelinha, um rosto angelical, e eu fiquei tipo! Oi? Achei ele simplesmente lindo. Até ai tudo bem, poxa nada de demais acharmos uma pessoa do mesmo sexo bonita, mas pera aí? Eu não conseguia me entender, pois não era apenas a beleza dele que chamava a atenção, eu sentia algo a mais que eu não conseguia explicar, o mesmo sentimento que eu nutria pela Adriana se mesclava com o que sentia pelo André.

Eu e o André acabamos nos tornando melhores amigos, se não me falha a memória, ele foi meu primeiro amigo, ele dividia seu lanche comigo e eu o defendia dos valentões da escola, estudávamos juntos, e eu ficava me sentindo divido por um sentimento que até hoje não sei explicar ao certo, mas sei que era uma paixão da infância, tanto pela Adriana quanto pelo André até que na segunda série ambos mudaram de escola e eu nunca mais os vi... Porém, eu com meus seis ou sete anos de idade não entendia nada, por que eles me faziam tanta falta, mais do que o normal com relação a outros amigos do tempo da escola.

Fui crescendo (lei da vida né), e aos doze anos namorei uma menina da rua da casa da minha avó, ela se chamava Juliana, eu gostava dela, mas ao mesmo tempo, eu começava a ver as revistas pornôs, mas sempre prestava mais atenção nos pau dos caras, sempre me pegava admirando mais os homens do que as mulheres, mas sempre me sentia culpado após uma masturbação ou sentimento de desejo pelo mesmo sexo. Eu venho de um berço evangélico, e cresci aprendendo que relacionamento com pessoas do mesmo sexo era completamente errado, é pecado, e eu me questionava direto sobre esses desejos que iam além do meu querer.

Lembro que por varias vezes eu chorava e orava pedindo pra Deus me transformar em um homem completo, para tirar esse desejo pelo mesmo sexo que vinha se aflorando cada vez mais e mais. Mas peraí? Me transformar em um homem completo, isso significa que eu sou incompleto? NÃO! Eu não sou aleijado, tenho uma saúde de ferro, todos os membros em seus perfeitos lugares, mas mesmo assim, eu me achava incompleto, poxa, na minha adolescência eu apenas queria ser aceito pela sociedade, poder namorar uma garota bonita e atraente, poder beijar ela em qualquer lugar, andar de mãos dadas sem que as pessoas ficassem me olhando torto, ou pior, sem ter que sofrer preconceitos ou até mesmo agressões físicas. Eu literalmente não me aceitava, e o pior de tudo é que eu não conseguia ser feliz comigo mesmo. Não tive uma base familiar boa, cresci sem mãe, não faço a mínima ideia de quem possa ser meu pai, fui criado pelo meu avô, o qual criou todos os seus filhos à base de pancadas e consequentemente, eu também apanhei muito, e não eram apenas lições corretivas, eram surras agressivas, com socos, pontapés, fios de cobre, chicotes, arames, lembro até de uma vez em que ele bateu minha cabeça na parede de casa, tenso. Para meu avô não existia carinho, amor, nada disse foi essencial, um prato de comida e um teto para morar já eram o suficiente.

Deste modo, toda minha família cresceu, sem uma base concreta para serem bem sucedidos, muitos partindo para a marginalidade, e outros apenas estagnando em suas vidas, vivendo dia após dia.  Temia a violência que poderia sofrer por parte do meu avô se passasse por sua cabecinha fechada que em algum momento eu me sentia atraído por homens. No mínimo eu seria expulso de casa logo na adolescência, e não duvidem disso, ele fez isso com alguns filhos no auge de suas adolescências.

Enfim, dramas familiares à parte, namorei algumas vezes com mulheres, teve a Juliana, depois teve uma menina que a conheci no cinema (não lembro o nome dela), e teve a mulher que mais marcou minha vida, seu nome foi Talita, a única mulher por quem de fato me apaixonei,  era uma mulher e tanto, tínhamos muita coisa em comum, principalmente a loucura sexual rsrs, ambos tínhamos 18 anos na época, namoramos por um ano e meio mais ou menos, até que ela arrumou um  emprego muito longe na qual tinha que ficar ao menos 15 dias fora e um ou dois em casa, aos poucos nos víamos menos e nosso relacionamento foi acabando. Depois dela teve a mais terrível, vou chama-la de F, até hoje não sei bem onde estava com a cabeça quando fui atrás da mãe dela pedi-la em namoro. No inicio tudo bem, mas olha, no decorrer, foi bem tenso. Sempre fui meio cuzão pra terminar um relacionamento, mas nesse caso, a minha válvula de escape foi um emprego fora do país, o emprego que iria mudar minha vida por completo e para sempre, o qual também fez com que eu abrisse minha mente e me aceitasse da forma como sou. Outro dia escrevo melhor sobre este assunto, é bem extenso.

Depois de toda minha experiência abroad, percebi que nunca fui incompleto, eu fui intolerante comigo mesmo por diversos fatores, culturais, familiares e por ai vai... Mano, na boa, eu só fui realmente aprender melhor a ser feliz comigo mesmo no momento em que me aceitei como GAY, e não tem problema nenhum nisso, Deus não me ama menos por eu gostar de uma pessoa do mesmo sexo, porra, que Deus seria esse que condenaria uma criança sem qualquer malicia que nasce sentindo atração por outra pessoa do mesmo sexo? Que Deus seria esse condenaria sua propria criação? Aprendi que quem nasce assim, simplesmente nasce assim, não é algo que eu escolhi pra minha vida, não e algo temos o poder sobre, Deus me fez perfeito do modo como sou, assim, o que nos resta é apenas nos respeitar e nos aceitar acima de tudo, depois se dar o respeito, e falando nisso, me vem agora na mente a musica born this way da cantora Lady Gaga, a qual diz que somos lindos do nosso jeito por que Deus não comete erros...

I'm beautiful in my way
'cause god makes no mistakes
I'm on the right track baby
I was born this way

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Dia de Cão

Mano, tá tudo errado, tudo muito tenso, apenas queria minha vida de volta...

Acordo hoje de manhã, ou melhor, fui acordado pela minha tia, só pra variar mais uma vez, ela pede pra eu substituir o turno da V no hospital, tendo em vista que meu avô de 89 anos esta internado porque resolveu se jogar pela janela, e agora esta todo estrupiado dentro de um hospital, ou melhor dizendo, dentro de um açougueiro que que é aquele São Marcos em Ferraz de Vasconcelos - SP.
Enfim, retornando... pego meu carro, vou até o centro de Ferraz onde tenho que parar pra abastecer, to sem um puto no bolso, apenas o crédito que tinha 29 reais, penso, epa, da pra abastecer 20 reais e comprar um cigarro pra tentar "diminuir" o estresse, quando simplesmente a máquina não passa! Porra! 20 reais Oo... Sou obrigado a deixar minha carteira como garantia ao frentista de que voltaria lá pra pagar mais tarde, assim, continuo meu rumo até o hospital, confesso que estou morrendo de cansaço, me encontro com a V que estava no hospital totalmente mal acomodada, e nem havia conseguido tirar um cochilo sequer, a coitada entrou as 17hs do dia anterior e só saiu do hospital as 08 da manhã, e ela só cuida do meu avô! Que ódio que tenho no peito.

A caminho de casa a indago se ela vai pra casa da minha tia ou pra dela, e ela diz que vai pra casa da minha pois pode dormir com maior tranquilidade, chegando em casa, tudo trancado e ela não têm a chave, decidimos que eu levaria ela pra casa dela, afinal, minha casa na parte de baixo ta um nojo.

Feito isso, volto pra casa, e abro a garagem pra estacionar o carro, descubro que meu tio colocou uma casinha de cachorro em casa bem no lugar seria pra estacionar. Vejo uma cachorra dentro da casinha, e eu besta vou mover a casinha dela pra conseguir estacionar meu carro quando por um instinto, ela simplesmente sai e crava seus caninos na minha perna pelo menos umas três vezes, até que por um instinto meu, eu a chuto, gente, na boa, eu nunca maltratei nenhum animal (tudo bem que de vez em quando eu grito com meu gato ou jogo água nele quando ele começa a chorar de madrugada acordando todo mundo, mas agressão a um animal indefeso? isso já é demais pra mim), ela sai de perto e o retardado do meu tio abre a porta informando que ela deu cria na rua e ele ficou com dó e colocou ela pra dentro de casa (seria lindo de mais a boa vontade dele se ele realmente cuidasse dos bichinhos), ai eu entendi o porque de eu ter levado umas dentadas, poxa, ela só queria defender seus filhotinhos. Muito obrigado por me deixar com um sentimento de culpa ainda maior Tio! Hunf!  Arrumei a casinha dela em um canto onde não atrapalharia nem eu, nem minha tia (estacionamos o carro na mesma garagem, eu tento pelo menos), subi para casa, e acabei dormindo de cansaço, ela nem sonha com isso, pois era pra eu ter passado a manhã com meu avô ahsuhaushu. Acordei as 11 da manhã de novo, o dia só ta começando, vou até a quitanda onde meu primo Y trabalha e peço pra ele 20 reais emprestado para pagar o posto e pegar minha carteira de volta né, afinal, vou precisar do cartão BOM (que de bom não tem porra nenhuma) para pegar o trem e ir trabalhar já que meu bilhete único esta com... bem, esta com meu ex namorado, está historia fica pra outro dia. Enfim, voltando, ao pegar a carteira, percebo que meu cartão BOM não esta lá, bate aquele leve desespero, reviro tudo e meio que ameaço os frentistas dizendo que se eu não encontrasse eu voltaria lá, mas dai eu lembrei que na noite anterior, eu fui ao cinema com meu primo assistir a pré estréia de Animais Fantásticos e onde habitam, e quando fui pagar minha meia estudante percebi que minha CNH nao estava em minha carteira, então presumi que não deveria ser culpas dos frentistas e deixei pra lá.

Voltei pra casa, revirei tudo, e adivinha, não achei porra nenhuma, tive que pedir dinheiro emprestado à minha tia pra conseguir ir trabalhar. No trem, adivinha, fui assediado na cara larga por uma menina, porra, ela passou a mão no meu pau e ficou me olhando??? Tipo!!! MASQUEPORRAÉESSA???? Desci na estação seguinte sem ao menos pensar duas vezes, se fosse um cara, eu metia a porrada sem dó, mas como vou eu provar que fui assediado por uma mulher??? PQP!!!

Mando uma mensagem para meu ex informando que vou precisar do meu bilhete único, na realidade, a mensagem é um pouco diferente.

W - L.. boa tarde, espero que esteja tudo indo bem. 
W - to aguardando vc decidir sobre como, onde e qdo eu posso pegar o bilhete
W - presumo que vc já esteja com o seu, caso não esteja só me avisa
W - obrigdo
L - Quando vc tá livre?
W - amanhã de manhã ou a noite
L - ta bem
W - offline.

Obs.: Me chamo W, vou colocar apenas a  inicial pois como esta página serve apenas como um diário pessoal, vou preferir me manter no anonimato, até pq envolve mtos outros nomes né...

Chego no trabalho muito puto e com muita fome, e atrasado (odeio chegar atrasado em qualquer coisa), mal chego, e meu chefe já meio que me dá uma bronca por uma cagada que fiz no meu turno anterior. Fora a bad que bate no peito, é a falta absurda do meu ex... assim, como quem não quer nada, no meu horario de janta ligo para meu ex para indagar sobre o bilhete, o telefone só chama, bate uma angustia tão grande, uma falta de ouvir a voz dele, resolvo desistir, fumo um cigarro e volto antes do meu horário. Ultimamente meu serviço tem me servido como válvula de escape do mundo real. Agora são 22:33, estou quase encerrando meu expediente, o dia ainda não acabou, e olha, to até com medo de voltar pra casa...